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quarta-feira, 25 de abril de 2012

                        Aqui Açores!


 Exposição “Cabeças Cheias de Histórias” e Instituto Cultural Português festejando os 260 anos de Imigração Açoriana no RS.
O ano de 2012 será dedicado aos festejos dos 260 anos do Povoamento Açoriano no RS onde várias forças estão totalmente envolvidas nestas justas comemorações, visto que, os Açorianos que chegaram em 1752 , nos deixaram uma rica diversidade que poderá ser vista dentro do Programa “Aqui Açores” de 02 a 13 de maio na Casa de Cultura Mário Quintana, programação que conta com  várias vertentes culturais.





Reconhecida, e convidada pelo Instituto Cultural Português  em nome do Comitê dos Festejos de 260 Anos do Povoamento Açoriano no Rio Grande do Sul, incentivada e apoiada pela Secretaria de Cultura de Gramado, Rita Gil estará dando continuidade a itinerância da coleção “Cabeças Cheias de Histórias” agora com novos personagens que contam com arte a saga das primeiras famílias a entrarem nos Campos de Cima da Serra, vindos de Osório, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha, entre outras cidades da costa gaúcha.   

 E por ser assim, a mostra que esteve em 2011 exposta em Gramado, Canela e São Francisco de Paula, agora segue durante todo o ano de 2012  festejando os 260 anos da Imigração Açoriana, fazendo o caminho de volta. 

Em maio Porto Alegre, seguindo para a Festa do Divino de Osório, Santo Antônio da Patrulha, Gravataí e algumas outras cidades da região até o final do ano, depois o destino será Açores.
Dos 260 anos de história Rita mostra em sua obra anos vividos por sesmeiros e suas famílias nos Campos de Cima da Serra, que bem demonstram todos os costumes Açorianos que nos deixaram os antepassados. Além de trazer o sentido de família e muitas tradições culturais, como dança, o canto, arquitetura, gastronomia, artesanato, trajes e religiosidade, sendo o culto ao Divino Espírito Santo consagrado na obra “Cabeças Cheias de Histórias”
A programação completa, além de outras informações, estará à disposição no site www.acores260rs.com.br

quarta-feira, 21 de março de 2012

Exposição de Ovos gigantes na Chocofest!

A Páscoa no Mundo!

“Cada cultura comemora a Páscoa de sua maneira bem especial, mas com um símbolo universal que é o ovo representando o nascimento a renovação, o símbolo da vida. É com este suporte em formato de ovo que os artistas gramadenses homenageiam a Páscoa no mundo durante a Chocofest. 


                               


 As obras que tem a assinatura de Rita Gil (Portugal), Gilmar Stahl (Alemanha), Miriam Birck (Ucrânia), Isoldi Arend (Índia), Débora Irion (Egito) e Mário Palermo (Itália) vão contar histórias e lendas sobre os seis países escolhidos.

 

                                                                                                                            
      
                                                        
O resultado já pode ser conferido na Praça Major Nicoletti!         
             





                                                                    PORTUGAL
A páscoa em Portugal me serviu de inspiração para celebrar a vida usando símbolos cristãos como o cordeiro que representa Jesus Cristo, a Cruz  representa a morte e ressurreição e o Círio Pascal  a luz.  Amor, família, bandeira, o coelho que é o símbolo da fertilidade e chegada da primavera trazendo com as flores a alegria e vida renovada, foram  ícones usados para compor a obra. Também me inspiraram algumas tradições como a passagem do compasso, Cruz enfeitada com uma guirlanda de flores brancas que é conduzida pelo sacerdote por alamedas decoradas com flores para abençoar as casas da comunidade, e padrinhos presenteando os afilhados e estes retribuindo com ramos bentos. E por fim bandeirolas e a própria bandeira de Portugal aparecem entre  as outras imagens que são coroadas pela benção do Espírito Santo formando o projeto criado para o “Ovo de Portugal”
Rita Gil - PORTUGAL



                                                                      ALEMANHA
                  "Alguma referência quanto a esconder e procurar ovos de páscoa; assim como   
                                                                    Feliz Páscoa! 




  EGITO
                                                                      INDIA                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   No festival Holi  todos pintam suas peles e brincam atirando tinta colorida uns nos outros celebrando o nascimento da terra e do céu, a vitória do bem sobre o mal, a união do masculino com o feminino e o amor infinito da Criação. O ovo representa o mistério do renascimento, pois para sair do seu interior a vida que pulsa, é preciso quebrar a estrutura que envolve e esconde esta vida.
         

sábado, 10 de março de 2012

Mandala!


Festa da Colônia 2012


Na roda que enfeitada com rosas coloridas,
 a mandala a mistura de etnias 
  alegria comunitária de um povo unido pela fé.



                                                                                 















                                 Mandala! Energia em movimento, integração e harmonia!

OBRA: MANDALA

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A arte fazendo sua parte na história do povo luso-açoriano no RGS

                                                  
                               
A Colcha Açoriana Solidária da Chico Viale recepcionou a comitiva que
veio conhecer as esculturas que estarão fazendo parte das comemorações aos
 260 Anos da imigração açoriana no RGS. 
  

Dra Graça Castanho em visita ao Atelier Manacá Florido em 21/02/2012

  A construção da açorianidade hoje
  A açorianidade no mundo de hoje (além fronteiras) é o resultado direto de um ancestral movimento migratório de açorianos que se disseminaram pelos quatro cantos do mundo à procura de uma mudança de vida que lhes proporcionasse aquilo que, mercê de uma série de vicissitudes, não conseguiam encontrar na sua terra de origem. Este desiderato motivou a partida de muitos açorianos em épocas diferentes para diversos países que os receberam. Começa aqui a grande epopeia da açorianidade pelo Mundo. Com a migração açoriana iniciou-se, nos países de acolhimento, a grande sementeira dos valores socioculturais que identificam e individualizam as gentes deste Arquipélago, onde quer que se encontrem.

As gentes das ilhas, ao partirem, deixaram a sua terra natal; porém, levaram consigo as bases da sua matriz cultural: a açorianidade. A ambiência física dos Açores, assim como os seus valores patrimoniais e culturais, foram-lhes impressos na alma. Sem esta ninguém vive e sem valores nenhum espírito se alimenta. Por isso, a açorianidade foi medrando alimentada por uma forte saudade e pelas sucessivas levas de emigrantes que aconteceram em tempos idos, as quais, para além de contribuírem para o rejuvenescimento das próprias comunidades, estimularam a realização, nas diversas instituições açorianas da diáspora, de iniciativas que mantiveram viva, até aos dias de hoje, a açorianidade.

A vivência da açorianidade não colocou entraves à plena integração dos açorianos nas sociedades de acolhimento. Antes pelo contrário. Foi tida como meio privilegiado para dar a conhecer, nas comunidades recetoras, a riqueza e a genuinidade de um património cultural específico. As gentes açorianas emigradas se, por um lado, tiveram interesse em divulgar os usos e tradições que enformam a sua cultura, por outro, souberam aceitar, como fator de enriquecimento e de plena integração social, a ambiência cultural que as rodeava. Por este motivo se diz que ser-se açoriano nos EUA, no Canadá ou no Brasil é compatível com ser-se americano, canadiano ou brasileiro.

Com o passar do tempo, com o envelhecimento e desaparecimento das gentes que emigraram dos Açores (primeiras gerações) e com uma emigração hodierna quase inexistente, ou que poderemos denominar de residual, torna-se necessário valorizar as pessoas e instituições que continuam a perpetuar os valores das gentes açorianas e a divulgar os Açores à escala mundial, ao mesmo tempo que urge reforçar, junto dos açor descendentes emigrados, os meios que proporcionam oportunidades destes, eventualmente, se interessarem pelo conhecimento do vasto património cultural da terra onde mergulham as suas raízes: os Açores. Por isso e para isso, é preciso continuar a mobilizar pessoas e meios – mais pessoas que meios – para se levar esta tarefa até onde for possível.

A açorianidade da contemporaneidade cumpre-se em comunidades integradas e prósperas em países onde o desenvolvimento e a aceitação caracterizaram desde sempre a nossa presença além fronteiras. Em resultado disto, os Açores têm embaixadores do seu povo, que muito nos orgulham, nos quatro cantos do mundo. Falamos de açorianos e açorianas notáveis, nos seus percursos de vida, que têm valorizado e prestigiado não só as comunidades que os viram nascer como também o torrão natal. Encontrámo-los nas mais diversas áreas do saber e da intervenção política, social e profissional, sendo os seus expoentes máximos o Nobel da Medicina 2006, Professor Craig Mello, e os onze presidentes de origem açoriana que, pelo mundo, deixaram a sua marca indelével: dois em Portugal; quatro no Brasil e cinco no Uruguai.

Com o objectivo de aproximar os açorianos residentes no estrangeiro e de aprofundar a açorianidade, o Governo dos Açores, através da Direcção Regional das Comunidades e em colaboração com diversas instituições açorianas da diáspora tem levado a efeito, ao longo dos tempos, uma série de iniciativas culturais realizadas dentro e fora da Região, que muito tem contribuído para a criação de pontes que aproximam as comunidades entre si e os Açores.

Por tudo isto vale a pena continuar a revigorar e a fortalecer estes laços, para que a açorianidade, valor que identifica e individualiza as gentes açorianas, tenha um lugar próprio na aldeia global em que se transformou o mundo e ultrapasse a delimitação geográfica das próprias ilhas.
Graça Castanho
Diretora Regional das Comunidades do Governo dos Açores e docente da Universidade dos Açores
Natural de Maia, S. Miguel, residente em Ponta Delgada


 Comitiva de Porto Alegre e Gravataí que acompanhou Dra. Graça à Gramado na terça de Carnaval. Instituto Cultural Português, Casa dos Açores do RGS e Comissão dos Festejos dos 260 Anos de Imigração Açoriana no Estado.